VINHOS ITALIANOS – ENCONTRO 28-05-2008
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
MASI – GRANDARELLA 2003
- Graduação:14,5% IGT
- Valor médio de mercado: $ 77,90
- Origem: Friuli
- Castas: Refosco, Carmenère e Corvina
MASI – Produtor de grande prestígio, sinônimo de alta qualidade. Seus Amarones estão entre os maiores vinhos italianos, com ótimas notas da imprensa especializada (frequentemente merecem os “tre bicchieri” do Gambero Rosso). Valpolicella. O recém-lançado Grandarella, vinho tinto encorpado, é rico, concentrado e macio, no mesmo estilo do Amarone. Grandarella, feito em Friuli de um corte de Refosco, Carmenère e Corvina.
Refosco, Carmenère, Corvina – Uvas autóctones de Veneza. Ideal para carnes vermelhas, carnes de caça e queijos. Vinho seco, agradável e estruturado. Uno bicchieri. Serviço a 18oC.
CORVINA – cepa mais nobre de Valpolicella DOC é a espinha dorsal dos vinhos com aroma de cereja e ervas da região e é passível de sabores concentrados e taninos sedosos. Encontra sua melhor expressão nos estilos amarone e recioto.
TERROIR: muito variado, de aluvial glacial a rocha vulcânica, pedra calcária e camadas de cascalho arenoso. Vinhedos se beneficiam da proteção dos Alpes e da moderação de temperatura causada pelo lago di Garda e pelo Adriático. Clima – verões quentes e invernos amenos.
VENETO: É a mais famosa das três regiões que constituem Tre Venezie. Em volume, é a principal produtora de vinhos do norte de toda a Itália. Em alguns anos a mais prolífica de toda Itália, superando até mesmo a Sicília e a Apúlia, as duas megaprodutoras do Sul. Berço de poucos excelentes clássicos – como o Amarone (muito amargo – principalmente corvina, rondinella e molinara e as vezes negrara) e alguns excelentes contemporâneos.
Alguns vinhos do Vêneto, secos e doces, são feitos por um processo especial chamado “recioto”, que concentra o açúcar das uvas (colheita tardia e secagem a frio por 3 a 4 meses, encolhendo as uvas (passas) e concentrando o açúcar (15 a 16% de álcool). O mais conhecido desses vinhos é o tinto seco amarone.
1960 e 1970 grandes produções do branco Soave e dos tintos Valpolicella e Bardolino, baratos e fáceis de beber, exportados para os Estados Unidos e Grã-Bretanha, com grande sucesso de venda. O vinho do Vêneto que mais se presta para comemorações é o prosecco, um dos espumantes mais populares da Itália, e base do lendário coquetel Bellini (prosecco e suco de pêssegos brancos frescos).
- Análise sensorial
- Características visuais: vermelho rubi intenso no olho, com nuances que tendem para o telha no alo. Boa estrutura glicérica com formação de lágrimas medianas e delicadas.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado a intenso. Muito fino e elegante. Essencialmente frutado com frutas vermelhas maduras na frente (ameixas, amoras, framboesas) com doces notas de frutas em passas no segundo plano (ameixas e uvas). Retrolfato igualmente frutado com maior presença das notas de ameixas e framboesas.
- Características gustativas / táteis: boca delicada de taninos finos e acidez marcante que agrega certa frescura. Corpo leve com fim de boca macio (com seus 14,5% de álcool) e persistente. Retrogosto focado nas frutas.
2º Vinho Degustado
MARZIANO ABBONA
BAROLO TERLO RAVERA 2003
- Graduação: 14%
- Valor médio de mercado: $ 129,50
Marziano Abbona é um dos novos grandes destaques do Piemonte. Gambero Rosso cita textualmente: “Está nascendo uma nova estrela no firmamento do vinho doglianese”. Já recebeu vários “tre bicchieri”. Em 2006 foi eleito como “o vinho mais conveniente do ano”. Coração do Piemonte – Langhe.
Nebbiolo 100%, 400 m alt., solo calcáreo, vinhedos com 25 a 40 anos, 12 meses em barricas e 18 meses em barris de carvalho, serviço 20 a 22ºC, acompanha agnolotti com trufas, risotos, “Tome” cheese da estação, primeiros pratos com molhos de coelho (Hare), segundos pratos bem estruturados.
BAROLO (DOCG) – “rei dos vinhos, vinhos de reis” – com uma década o buquê desenvolve a eloqüência que lhe falta na juventude: toques florais são seguidos de tons apimentados, a fruta muda de vermelha para preta, o leve alcaçuz complementa sabores de tabaco, couro e alcatrão. Assim como os excelentes Bordeaux tintos, podem e devem ser envelhecidos por uma década ou mais antes de serem bebidos.
Esses vinhos robustos, que aquecem a alma, tintos quase negros, devem ser bebidos junto com as carnes substanciais, as massas formidáveis e os ricos risotos da região. Se você levá-los para a praia ou tentar harmonizá-los com legumes cozidos, terão um paladar decepcionante.
NEBBIOLO – A palavra nebbiolo provém de neblina, a neblina que muitas vezes paira sobre o Piemonte no final de outubro, durante a vindima e faz os lendários Barolo e Barbaresco. Muito perfumados com violeta, rosa, alcatrão, e especiarias, alta acidez, frutas doces e taninos potentes.
PIEMONTE: É a mais famosa região vinícola da Itália (situada no remoto anfiteatro branco criado pelos Alpes).
Barolo e Barbaresco – dois dos mais lendários tintos do país – nascem ali
Asti – o espumante mais fácil de beber no mundo
Fortes vínculos com a vizinha mais próxima, a França – Borgonha é sua “alma enológica” – propriedades pequenas e meticulosamente cuidadas com tradições moldadas durante séculos de domínio beneditino.
Piemonte e a Borgonha compartilham da convicção filosófica de que um grande vinho é produto de uma única variedade de uva perfeitamente adaptada (nebbiolo no Piemonte; pinot noir na Borgonha)
Angelo Gaja é simplesmente o maior nome da Itália, revolucionou completamente o vinho italiano nos últimos 30 anos. Eleito várias vezes o “Homem do Ano” (Decanter e Wine Spectator). É o maior colecionador de “tre bicchieri” do Gambero Rosso (41 até 2008), além de ser o único a merecer as “tre stelle” do guia, que o classifica em primeiro lugar na Itália.
- Análise sensorial
- Características visuais: cor telha no olho com nuances alaranjadas no alo. Límpido, brilhante e de intensidade mediana na cor. Muito boa estrutura com formação de numerosas lágrimas finíssimas e delicadas.
- Características olfativas: aromas doces, intensos (muito perfumado), onde aparece notas jovens e evoluídas com côco queimado, alcaçuz, couro novo, cerejas em caldas, cassis e algumas notas florais como rosas. O retrolfato (muito aromático também) aparece com notas mais evoluídas.
- Características gustativas / táteis: na boca taninos finos / médios, bem firmes, ainda aparecem bastante (bem adstringentes). Estes mesmos taninos depois da deglutição deixam uma agradável sensação aveludada no palato. A acidez mediana, também marca bastante presença. Muito bom corpo. Fim de boca macio e muito persistente.
3º Vinho Degustado
BADIA A COLTIBUONO
CHIANTI CLÁSSICO RISERVA 2004
- Origem: Toscana – Itália
- Graduação: 15%
- Valor médio de mercado: $ 86,50
- Pontuação: WS 90
A Badia a Coltibuono fundada em 1051 é a sede de um dos melhores produtores do Chianti Clássico. O tradicional é simplesmente delicioso, em um estilo sedutor e elegante. Os conceituados Riservas são ricos e complexos. Costuma receber os “tre bicchieri” do Gambero Rosso. Produz supertoscanos como o seu fantástico Sangioveto. Segundo Parker ele é “impressionante, um dos mais finos vinhos da Toscana”.
CHIANTI CLASSICO (DOCG) – Por lei deve ser composto de 75 a 100% de sangiovese, até 10% de canaiolo, até 15% de outras uvas tintas, inclusive cabernet sauvignon e merlot, e até 6% de uvas brancas trebbiano ou malvasia. O Chianti Clássico Riserva também deve seguir essas percentagens, exceto que não são permitidas uvas brancas.
Em todos os cortes em que o cabernet faz parte, o objetivo é realçar os sabores da sangiovese. A sangiovese com acidez delicada e alta pode ser esmagada pelo cabernet, mais densa, mais ousada e mais tânica. Os produtores da Toscana estão bem cientes do desafio.
Os melhores Chianti Classico básicos têm sabores de ameixas e cerejas secas, e às vezes um toque de sal e especiarias. O Chianti Classico Riserva são mais estruturados, complexos e elegantes. Amadurecidos, por lei, pelo menos dois anos em madeira e envelhecidos três meses em garrafa. Muitos envelhecem em pequenos barris e carvalho novo francês. O Riserva, em geral, só são produzidos nos anos de melhores safras, e de uvas provenientes de vinhedos selecionados. Em excelentes anos desenvolvem fascinantes ondas de requintados aromas e sabores: figo, chocolate, cedro, laranja seca, terra, fumaça, couro em sela, ameixa, minerais, sal e especiarias exóticas.
TOSCANA: É o berço de três dos mais importantes vinhos tintos italianos: o Chianti, o brunello di Montalcino e o Vino Nobile di Montepulciano. Todos são feitos com a uva sangiovese (uva caprichosa e exigente, que sofreu muitas variações genéticas com o tempo).
A Toscana é um mundo de microclimas distintos e associada as variações da sangiovese, com características distintas de sabor, originam as diferenças entre o Chianti, o brunello e o Vino Nobile. Divide-se em 2 grandes áreas geográficas: a zona da costa do Mar Tirreno e as Colinas Centrais
TERROIR: Tem 1/5 de montanhas e 2/3 de colinas. Os vinhedos altos compartilham a terra com bosques e oliveiras. A costa e arredores oferecem grandes espaços de terra plana e colinas suaves. O solo básico é marla arenosa-calcária. Variações na mistura de argila, pedras e minerais têm influência na viticultura. As colinas têm verões bem quentes e secos, e outonos imprevisíveis, com risco de chuvas durante a vindima.
Sangiovese (sangue di Giove – Júpiter): A cepa tinta mais cultivada na Itália pode produzir vinhos tintos de nível mundial, de meio a muito encorpados, de taninos suaves e granulados e sabores de ervas, baunilha e cereja amarga.
- Análise sensorial
- Características visuais: vermelho rubi intenso no olho com nuances que tendem para o telha no alo. Lágrimas finas / médias pouco delicadas.
- Características olfativas: nariz moderado, mas muito elegante. Notas frutas aparecem revelando ameixas (frutas e passas) e cerejas em caldas. Retrolfato muito frutado. Depois de bem aerado apareceram doces notas carameladas.
- Características gustativas / táteis: na boca a acidez marca bastante presença (da mesma forma como todos os demais vinhos italianos degustados nesta noite). Os taninos (finos) aparecem de forma delicada no palato. Bom corpo. Fim de boca macio, quente (com seus 15% de álcool) e muito persistente.
4º Vinho Degustado
POLIZIANO Vino Nobile di Montepulciano Asinone 2003
- Graduação: 14%
- Valor médio de mercado: $ 95,50
- Pontuação: Tre Bicchieri, RP 91, WS 90
Poliziano é o maior nome de Montepulciano na atualidade, e um dos maiores da Toscana, segundo o Gambero Rosso. Seu Vino Nobile di Montepulciano Vigneto Asinone é um tinto estupendo, de muita classe, concentração e personalidade, merecendo freqüentemente os “tre bicchieri” do Gambero Rosso. Produz supertoscanos como o Le Stanze, fino e complexo, 100% Cabernet Sauvignon. Seu Vino Nobile di Montepulciano é um dos melhores da denominação, enquanto os Rosso de Montepulciano e Chianti têm boa relação qualidade / preço.
Vino Nobile di Montepulciano (DOCG) – Produz-se vinho na cidade de Montepulciano e arredores desde os tempos etruscos. No séc. XVIII recebeu o nome de Vino Nobile em referência aos nobres poetas e papas que o bebiam regularmente. É feito pelo próprio clone da sangiovese chamado prugnolo (a palavra significa ameixa pequena, numa referência à forma, à cor e ao aroma das uvas, semelhantes aos da ameixa). Muitas vezes misturam-se essas uvas com uma pequena dose de canaiolo, malvasia e / ou trebbiano, também como no Chianti.
Vinhedos a 200 metros de altitude, o solo é principalmente de argila arenosa. Por lei, devem amadurecer em madeira por dois anos; os riserva por três anos.
Não confundir o Vino Nobile di Montepulciano, elaborados com a uva prugnolo, com a uva montepulciano, plantada nas regiões central e sul da Itália, especialmente na região de Abruzzi.
- Análise sensorial
- Características visuais: púrpura na cor com tonalidades violáceas. Retinto. Muito denso. Turno (com alguns resíduos que indicam a falta de filtração).
- Características olfativas: nariz intenso. Muito frutado. Deliciosas notas de cerejas em caldas, framboesas e amoras maduras. Excelentes aromas.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou taninos finos ainda bem presentes. Palato sedoso e delicado. Acidez mediana que tende para o equilíbrio. Muito bom corpo. Fim de boca macio e muito persistente. Retrogosto igualmente muito frutado.
5º Vinho Degustado
TASCA D’ALMERITA Cabernet Sauvignon 2003
- Graduação: 14,5%
- Valor médio de mercado: $ 89,50
- Prêmios / pontuações: Tre Bicchieri – DOC
Tasca D’Almerita fundada em 1830 na privilegiada localização de um antigo domínio feudal siciliano, é um dos mais famosos e históricos produtores da Itália. Seus vinhos cheios de sabor e tipicidade são elaborados na famosa propriedade Regaleali, muito bem localizada no coração da Sicília, em uma alta colina. Robert Parker afirma que Tasca D’Almerita “é um de meus produtores favoritos na Sicília”, e costuma conferir ótimas notas e elogios a seus vinhos. Um dos destaques é o Regaleali Nero D’Avola, “delicioso” para Parker, que lhe concede 88 pontos.
O soberbo Cabernet Sauvignon mereceu por três anos consecutivos os disputados “tre bicchieri” do Gambero Rosso, que também conferiu seus “due bicchieri” a quase todos os outros vinhos da casa.
Tasca D’Almerita – Cabernet Sauvignon 2003 – Contea de Sclafani: Vinhedo São Francisco, sudoeste a 600m de altitude. Vinho com estrutura e equilíbrio do melhor ano, amadurecidos por 18 meses em barricas de carvalho françês Allier e Tronçais.
SICÍLIA : Freqüentemene a região mais produtiva da Itália, apenas em alguns anos suplantada pelo Veneto é também a maior região com 22.600 Km 2 (tendo 2.600 a mais do que a Toscana). A viticultura floreceu primeiro com os gregos e logo se tornaram os mais famosos do mundo antigo. A época do Império Romano o vinho doce denominado mamertine era o prodileto de Júlio César.
A Santa Trinità Mediterranea – vinho, azeite e pão – é mais evidente na Sicília. Nesta ilha, o terreno montanhoso, o solo pobre e a luz do sol permanente são ideais para a produção dessas três necessidades italianas. No séc. XX tornou-se produtora desacreditada de vinho de mesa extremamente barato.
1970 e 1980 revolução pela qualidade – fará com que alguns vinhos sejam conhecidos como os melhores do país.
O mais famoso vinho é o Marsala (uvas grillo e catarratto bianco), doce e fortificado. Os vinhos de sobremesa mais famosos da Itália provém da Sicília: moscato di Pantelleria e malvasia delle Lipari. Ainda melhores talvez sejam os tintos frutados, robustos e concentrados, muitos baseados na variedade nero d’Avola, também conhecida como calabrese.
TERROIR (Sul e Ilhas): A cordilheira dos Apeninos domina o interior, com os melhores vinhedos nos sopés de orientação norte. Muitos vinhedos sicilianos são plantados nas encostas do Monte Etna. Solo sobretudo vulcânico e granítico, com argila e cal. A localização sul e o Siroco (vento quente da África) o calor necessário a maturação, e a influência do Mediterrâneo mantém a temperatura noturna nas áreas costeiras em até 20º C. Chuvas 600mm / ano.
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração púrpura (quase negro), retinto, impenetrável (muito fechado na cor). Discretas notas de evolução no alo. Muito boa estrutura com formação de finas lágrimas delicadíssimas.
- Características olfativas: nariz de ataque modera a intenso. Muito elegante. Muito frutado. Aparecem cerejas em caldas, calda de frutas vermelhas, calda de ameixas e cassis. Depois de bem aerado abriram interessantes notas mentoladas.
- Características gustativas / táteis: boca muito equilibrada (o mais equilibrado da noite). Acidez equilibrada com boa percepção dos açúcares residuais. Taninos finíssimos e delicados. Encorpado (como o que se espera de um ótimo Cabernet Sauvignon). Final macio e extremamente persistente. Excelente. Nunca degustei um Cabernet Sauvignon tão bom.
VINHOS PORTUGUESES – ENCONTRO 01-06-2008
1º Vinho Degustado
ADEGA COOPERATIVA DE MONÇÃO
A Adega Cooperativa de Monção está prestes a completar 50 ano de fundação. Um marco determinante na vida de qualquer empresa mesmo se nesse caso particular o nome “empresa” assuma contornos ligeiramente distintos apoiando-se na forma do cooperativismo. Mas é precisamente na qualidade de sua gestão que reside parte do segredo e sucesso desta adega cooperativa, justamente considerada como uma das melhores do país. A glória é inteiramente merecida, tanto pelo dinamismo imprimido a sua atuação como na qualidade irrepreensível dos vinhos propostos.
A Adega Cooperativa de Monção foi fundada em 11 de outubro de 1958 por iniciativa de 25 viticultores, os primeiros associados. Em 1962 contava com 62 associados, em 1992 com 855 e atualmente conta com 1680 associados. Se o início arrancou com métodos marcadamente artesanais, hoje a sofisticação tecnológica é perceptível. Os nomes altos, os vinhos merecedores de citação especial, os vinhos porta estandarte desta adega cooperativa são o alvarinho “Deu-la-Deu”, nome de lendária heroína local e o eterno best seller Muralhas. Conseguindo congregar uvas dos dois conselhos da sub-região de Monção, precisamente Monção e Melgaço, esta adega é responsável por aproximadamente metade da produção do alvarinho português. Um feito inigualável para mais quando surge com substanciado pela consistência demonstrada e pela qualidade patenteada.
Trabalhando em instalações surpreendentemente antiquadas a equação mais difícil da enologia (volume x qualidade) é aqui respeitada e repetida ano após ano com sucesso garantido. A parada é alta se não estivéssemos a falar de 400.000 garrafas de Deu-la-Deu e de 2.500.000 de garrafas do Muralhas de Monção. O Deu-la_Deu esconde um Alvarinho puro. O ícone Muralhas, um lote de castas alvarinho, é perfumado e aromatizado com uma pincelada da casta trajadura. Uma das combinações mais felizes da região do vinho verde.
Deu-la-Deu Alvarinho 2006
- Adega Cooperativa Regional de Monção
- Valor 5,65 euros
- Importadora Vinhos do Mundo: R$ 66,00
- Produção: 400.000
Proposta: amarelo limão de ligeira profundidade e alguma efervescência ao servir. Nariz jovem de suave intensidade, ocultando fruta cítrica, marmelos e ligeiro tropical. Boca de acidez mediana a elevada. Sempre esperamos uma acidez marcante nestes vinhos e é esta acidez que os torna insubstituíveis. Neste vinho ela é mais controlada, mas nem por isto insuficiente. Corpo médio mostrando fruto redondo que o compõe: marmelo e frutas cítricas maduras. Final médio a longo com mineralidade agradável.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de muito boa qualidade, sem canaletas ou orifícios laterais. Longa e sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: linda coloração amarela esverdeada. Límpido, brilhante e de expressiva vivacidade. Logo após o serviço mostrou discreta efervescência na taça, com formação de pequenas bolhas de gás carbônico residual.
- Características olfativas: no nariz mostrou ataque moderado, onde os aromas frutados prevalecem lembrando com maior nitidez notas de pêssegos (fruta) e pêras. De forma mais discreta aparecem aromas cítricos e minerais. Retrolfato de intensidade mediana com prevalência de notas cítricas (limão) que valorizam as características refrescantes da bebida.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou boa acidez. Refrescante. Agradável sensação de agulha na língua. Fim de boca leve e de persistência moderada.
- Nota: apesar de serem do mesmo produtor, este exemplar mostrou-se relativamente diferente do Muralhas de Monção. Neste Deu-la-Deu, as características gustativas e aromáticas mostraram menos intensas que naquele que revelou um caráter mais refrescante. Este é mais elegante na boca, mais sutil. No muralhas as notas cítricas e minerais marcaram maior presença.
2º Vinho Degustado
RESERVA VINHAS VELHAS
QUINTA DO CRASTO
Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto, é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas.
Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Tal como as grandes Quintas do Douro, a sua origem remonta a tempos longínquos (o nome CRASTO, deriva do latim castrum, que significa Forte Romano).
Os importantes investimentos realizados nos últimos anos, permitiram modernizar as vinhas e instalações de vinificação, garantindo assim a produção de vinhos de mesa de elevada qualidade tais como o Crasto, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, Monovarietais (Tinta Roriz e Touriga Nacional) e Monovinhas (Vinha da Ponte e Vinha Maria Teresa), bem como categorias especiais de Vinho do Porto (LBV e Vintage). Apesar da utilização das mais avançadas tecnologias de vinificação, continua a ser utilizado o tradicional método de pisa em lagares.
A concretização de todos os investimentos associada á paixão que é colocada na elaboração dos vinhos, levou ao reconhecimento da Quinta do Crasto no panorama dos mercados vinícolas Nacional e Internacional.
HISTÓRIA: As primeiras referências conhecidas referindo a Quinta do Crasto datam de 1615, tendo sido posteriormente incluída na primeira Feitoria juntamente com as Quintas mais importantes do Douro. Um Marco Pombalino datado de 1758 pode ser visto na Quinta.
Logo no início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de vinhos Constantino. Em 1923, após a morte de Constantino de Almeida foi o seu filho Fernando de Almeida que se manteve á frente da gestão da Quinta dando continuidade á produção de Vinho do Porto da mais alta qualidade.
Em 1981, Leonor Roquette (filha de Fernando de Almeida) e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade e com a ajuda dos seus filhos Miguel e Tomás deram início ao processo de remodelação e ampliação das vinhas bem como ao projecto de produção de vinhos de mesa pelos quais a Quinta do Crasto é hoje amplamente conhecida.
Como o nome sugere, este vinho é feito com uvas de vinhas velhas com uma média de idade de aproximadamente 70 anos.
Aroma complexo com fruta muito bem integrada com madeira revelando notas de especiarias. Na boca mostra-se intenso e profundo, bem equilibrado pela firme estrutura de taninos e um longo e persistente final. Ideal para acompanhar pratos fortes de carne ou caça.
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005
- Vinhos do Mundo: R$ 108,00
- Portugal: 26 euros
- Denominação de Origem: Douro
- Castas: Vinhas Velhas
- Solo: Xisto
- Tecnologia de Vinificação: As uvas provenientes de Vinhas Velhas são transportadas em caixas de plástico alimentar e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento o mosto é transferido para cubas de fermentação em aço inox com temperatura controlada.
- Envelhecimento: Quinta do Crasto Douro Reserva 2005 estagiou em barricas de carvalho francês (85%) e carvalho americano (15%), onde permaneceu cerca de 18 meses.
- Engarrafamento Em Maio de 2007. 82.929 garrafas (0,75 Litros); 6.750 garrafas (0,375 Litros); 900 garrafas (1,5Litros).
Notas do Produtor:
Cor: Rubi carregado. Grade concentração num vinho completamente opaco.
Nariz: Boa complexidade aromática entre fruta silvestre fresca integrada com suaves notas de folha de tabaco e baunilha, que lhe dão grande profundidade e excelente complexidade. Seu caráter floral recorda aromas de violetas e o seu lado frutado remete para morangos maduros. Surgem insinuações de chocolate preto, notas de café e aromas de torrefação, com a madeira a contribuir para um nariz muito elegante.
Boca: Ataque elegante e integrado, estrutura elevada com notas intensas de frutos vermelhos do Douro e suave toque de chocolate e especiarias. Taninos muito bem afinados que lhe conferem um final longo e persistente. Elevado potencial de envelhecimento.
O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, é como o nome indica, produzido com uvas provenientes de vinhas velhas com uma idade média de cerca de 70 anos. Essas eram vinhas que foram feitas para produzir vinho do porto em que as castas eram plantadas todas misturadas pelo que podemos encontrar nessas vinhas cerca de 25 a 30 castas tradicionais do Douro, incluindo as mais conhecidas como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão, etc.
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração vermelho violáceo inenso, denso, de boa estrutura glicérica. Límpido. Todavia, não muito brilhante. Visulamente bem encorpado.
- Características Olfativas: nariz de ataque moderado no início (algo fechado) que levou quase uma hora para abrir seus aromas. A madeira aparece neste vinho muito bem integrada as notas frutadas, lebrando boa baunilha, tabaco. As frutas lembram frutas vermelhas maduras que evoluem para notas de café e chocolate meio amargo com a aeração.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou-se ainda muito jovem com taninos médios, aveludados que marcam bastante presença no palato. A acidez aparece de forma mediana tentendo para o equilíbrio. Boa e equilibrada percepção dos açúcares residuais. Fim de boca macio e persistente.
3º Vinho Degustado
Herdade do Esporão: o mais puro sabor do Alentejo
O culto da qualidade é condição elementar do sucesso de qualquer projeto, afirma o presidente do Conselho de Administração da Finagra S.A, Jose Alfredo Roquete, que em 1973, adquiriu a Herdade do Esporão — um dos ícones do Alentejo — com o propósito de produzir vinhos de alta qualidade.
Em 1975, a empresa sofreu uma intervenção do Governo, retornando suas atividades em 1979, quando, então, a Finagra pode continuar seu projeto com a implantação de novos vinhedos e a construção de uma moderna vinícola, com o lançamento do primeiro vinho Esporão, em 1989.
Em 1992, a vinícola realizou novos investimentos, com a plantação de novas vinhas, renovação das vinhas existentes, compra de uma participação majoritária na Sociedade Agrícola dos Perdigões LDA, construção de uma barragem com capacidade para 4.000.000 m3 de água, instalação de um sistema de rega gota a gota na vinha, construção de um prédio para o Enoturismo, e a ampliação da capacidade da adega que permite a Finagra olhar para o futuro com otimismo.
Em 1998, a Finagra ganha um novo impulso ao adquirir um lugar em Serpa, sendo a primeira empresa do setor a ser certificada em Portugal com a ISO 9002. No mesmo ano, lança os Azeites Virgens Herdade do Esporão. Em 1993, a empresa amplia sua adega com a construção de dois armazéns de produto acabado.
Em 2000, a empresa continua seu trabalho na recuperação das tradições alentejanas e adquire duas queijarias, lançando os queijos Herdade do Esporão em 2001.
Em 2002 é inaugurado um centro de vinificação de vinhos brancos e, em 2003, mais um investimento é feito pela empresa, que aumenta a capacidade de fermentação de vinhos tintos. Neste ano ainda, a empresa conclui a restauração da Torre do Esporão, símbolo altaneiro da Herdade erguido no tempo do império romano.
Na bela paisagem do Alentejo podem ser vistas as videiras plantadas com modernas técnicas de espaldeira, sistema de condução que permite uma perfeita insolação, favorecendo o amadurecimento das uvas em condições ideais, bem como as oliveiras. O clima da região do Alentejo é caracterizado por muito calor, com muita chuva. Com uma paisagem dominada por colinas, apresenta três maciços montanhosos: a Serra de São Mamede (Norte), a Serra d’Ossa e a Serra do Portel (Sul), que dividem diferentes regiões, com microclimas variados que dão às uvas características próprias.
Os vinhedos da Herdade do Esporão se estendem ao longo de uma área de 600 hectares, subdividias nas regiões de Esporão, Perdigões, Rusga, Palmeiras e Monte. A vinícola utiliza os sistemas de “Guyot ” e o ” Cordão “, mas mantém vários ensaios com outros tipos de condução para as podas. As principais castas tintas são: Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Bastardo, Touriga Nacional, Syrah e Alicante Bouchet . As castas brancas mais freqüentes são: Roupeiro, Antão Vaz, Arinto, Perrum, Rabo de Ovelha e Semillon.
Esporão Private Selection Garrafeira Tinto 2004
- Vinhos do Mundo: R$ 158,00
- Portugal: 36,00 euros
Depois de 18 meses em barrica, surge mais um Esporão Garrafeira, num estilo mais elegante e fino. De cor granada intensa, no nariz sobresai a frescura da menta e a doçura dos frutos do bosque, mesclados em especiarias e subtis notas de tabaco.
A boca é envolvente, com várias camadas de fruta a conferir uma textura sedosa. Boa estrutura de taninos macios, com um longo e persistente final. Um vinho de eleição, produzido apenas nos anos de excelente produção. Pedro Cabrita Reis ilustrou esta grande colheita, interpretando a essência da Herdade do Esporão através da força dos seus desenhos escultóricos.
Avaliação de Luiz Gastão Bolonhez, Revista Adega ANO 3, N. 29 – 2008:
A uva Zyrah é a mais plantada nos últimos anos no Alentejo e no caso específico deste Esporão, esta uva tem ainda mais foco nas mãos do enólogo chefe da Herdade do Esporão que é o Australiano David Baverstock. A Herdade do Esporão tem por finalidade elaborar os GARRAFEIRAS somente com as uvas que tiveram melhor expressão. No caso em questão (safra 2003) a Zyrah foi a uva de destaque. Também fazem parte no corte deste exemplar as castas Alicante Bouschet e Aragonês. Possui aromas muito marcantes, muito redondo e bem integrados, onde fruta, madeira e álcool aparecem na medida certa. No paladar é surpreendente, pois é ao mesmo tempo robusto e intenso, sem deixar de ter charme e amabilidade. Um verdadeiro ícone do Alentejo com muita estirpe. Delicioso hoje e com mais 5 anos de evolução na garrafa.
Alicante Bouschet : É uma casta tintureira, pois têm uma polpa colorida que se destina a dar cor aos vinhos que têm pouco pigmento. Esta casta é produzida por hibridação. A casta Alicante Bouschet é a mais cultivada dentro da sua categoria.
Aragonês: Casta com forte presença na Peninsula Ibérica, sendo considerada como uma das melhores castas para a produção de vinhos. O seu tinto é bem provido de matérias corantes e todo o seu potencial é evidenciado quando envelhecido em cascos de carvalho. Esta casta é evidenciada por uma frescura, aroma e sabores frutados. Os cachos são compostos de bagos pequenos e achatados. Devem de ser vindimados assim que atinjam o ponto ideal de maturação; se esse ponto ideal for ultrapassado o mosto perde qualidade.
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração vermelha violácea, linda, cremosa, brilhante, intenso na cor. Visualmente bem estruturado e encorpado.
- Características Olfativas: nariz extremamente elegante, muito fino e agradável. Encantadora exploração de frutas vermelhas maduras / geléia. Aparecem com nitidez, cerejas, amoras negras, framboesas, morangos, groselha e cassis. A madeira aparece muito bem integrada ao conjunto, agregando doces notas de alcaçuz e tabaco.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou potência e delicadeza ao mesmo tempo. Quase dá para mastigá-lo de tão bem estruturado. Taninos muito macios e aveludados. Acidez equilibradíssima com os açúcares residuais. Final de boca muito macio e extremamente persistente. Retrogosto igualmente frutado.
4º Vinho Degustado
Filipa Pato Lokal Calcário 2003
- Valor de mercado em Portugal: 20 euros
- Valor Vinhos do Mundo: R$ 109,00
Jovem empreendedora, a enóloga filha do célebre produtor da Bairrada Luis Pato, entrou definitivamente para o mundo dos vinhos há 5 anos, depois de passar por algumas regiões vitiviniculas do mundo.
Estabeleceu-se na região de Beiras e começou a produzir vinhos com uvas da Bairrada e do Dão, que carregam seu nome. Interveio na administração da área cultivada de seus fornecedores, pesquisou o solo e decidiu qualificar seus vinhos do Dão pelo tipo de solo. Formada em Engenharia Química, Filipa vê um bom vinho como o fruto tecnológico dos novos tempos. Mas, sem perder a tradição. Seus 5 rótulos, são elaborados com a partir das castas portuguesas e, também ressuscitou antigos lagares de pedra, abandonados há gerações. Após a conclusão de sua faculdade, decidiu então, fazer algo na prática, viajou a trabalho para Bordeaux, Argentina e Austrália. Quando voltou decidiu elaborar os próprios vinhos. E ela os define da seguinte maneira: “São vinhos complexos, com capacidade de envelhecimento, mas que estão mais próximos do público jovem, ou seja, frutados mas com complexidade”
Filipa Pato Lokal Calcário 2003 é elaborado na região das Beiras (Dão e Bairrada). Fiel a seu estilo que alia tradição e modernidade, Filipa Pato usa apenas cepas típicas locais, mas utiliza tanto métodos de vinificação atuais como antigos. Lokal Calcário (100% Baga) está no topo da lista que recebeu grandes elogios de Steven Spurrier, da revista inglesa “Decanter”. Estagiou em barricas novas e de segundo ano (50% do lote final).
Cor rubi de boa intensidade. Fino, penetrante. Bastante mineral, reúne boa acidez, taninos numerosos, porém elegante, e grande concentração de fruta madura, confeitos, framboesas cristalizadas, especiarias. Longo, sofisticado, acaricia o palato com persistência. A mineralidade e a acidez equilibrada são características comuns nos vinhos de Filipa.
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração vermelho telha. Dos três tintos degustados foi o que mostrou visual mais evoluído. Visualmente denso (como os demais) e bem estruturado. Intenso na cor, mas ligeiramente turvo, dando a impressão de não ter passado pelo processo de filtragem. Alguns resíduos também se depositaram no fundo da garrafa.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, elegante, com aromas bastante evoluídos. Dos três tintos degustados foi o que teve características aromáticas mais evoluídas. Apareceram notas de frutas vermelhas ultra maduras ou em caldas (amoras negras, ameixas em compota), passas (ameixas e uvas), tabaco, chocolate e café também apareceram.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou muito boa presença e estrutura. Bom corpo. Acidez equilibrada. Taninos médios, doces e aveludados (bem sintonizados). Final de boca muito macio e muito persistente.
5º Vinho Degustado
Graham’s Porto Tawny 10 Anos
- Valor Portugal: 16 euros
- Valor na Vinhos do Mundo: R$ 136,80
Os Vinhos do Porto Tawny de idade da Graham’s são produzidos a partir de vinhos da melhor qualidade que, após cuidadosa seleção, são loteados e amadurecidos em cascos de carvalho durante alguns anos, até atingirem a plena maturidade.
A produção de Vinhos do Porto com este estilo é simultaneamente um desafio e uma tarefa que exigem grande conhecimento e anos de experiência do enólogo. Estes requisitos são essenciais para obter o equilíbrio correto entre a delicadeza e a elegância que resultam do prolongado envelhecimento em pipa e a excelente qualidade dos frutos que emprestam a estes tawnies velhos a sua estrutura, frescura e longevidade. Os vinhos Tawny de idade da Graham’s apresentam sabores característicos a nozes e a deliciosos frutos maduros com notas de mel, requintadamente amadurecidos ao longo dos anos em cascos de carvalho. Com tempo quente, experimente servir os vinhos Tawny de idade da Graham’s ligeiramente frescos, o que confere uma nova dimensão de prazer a estes excelentes vinhos. Os Tawnies de idade da Graham’s conquistaram o impressionante número de 7 medalhas de ouro no International Wine Challenge (mais do que qualquer outra categoria de Porto), entre as quais uma “Tawny Port Trophy” para o Graham’s 30 Anos.
Graham’s: Os vinhos da Graham’s provêm essencialmente das suas propriedades, Quinta dos Malvedos, situada perto do Tua, e Quinta das Lages, no Rio Torto. A Quinta da Vila Velha e a Quinta de Vale de Malhadas, propriedades de um membro da Família Symington, também fornecem a Graham’s com uvas da mais alta qualidade. Estas quatro quintas encontram-se entre as melhores do vale do Douro Superior. A Graham’s também adquire uvas em produtores selecionados nas melhores regiões. Alguns destes lavradores fornecem uvas à Graham’s há gerações.
Porto Tawny 10 Anos
O Graham’s 10 Anos é produzido a partir de vinhos da mais alta qualidade que, após cuidadosa seleção, são envelhecidos em cascos de carvalho de 534 litros até ser atingido o pico de maturação. Estes vinhos encontram-se entre os mais exigentes e desafiantes estilos de Porto. Produzi-lo requer do enólogo grande perícia e anos de experiência, quer na vinificação quer na elaboração de lotes. É essencial encontrar o equilíbrio correto entre a delicadeza e a elegância que resultam do prolongado envelhecimento em casco, e simultaneamente preservar a qualidade da fruta, que empresta a este Tawny envelhecido a sua estrutura e longevidade. Os tawnies envelhecidos da Graham’s revelam um característico caráter a frutos secos e deliciosas uvas passas maduras, e são requintadamente acetinados pelo envelhecimento em cascos de carvalho sazonados.
Notas de Prova: Cor âmbar profundo, complexo aroma a casca de laranja e frutos secos. No palato, concentrados sabores a fruta madura, harmoniosamente aveludado e um final longo e deleitoso. Experimente ligeiramente fresco para apreciar toda a complexidade e volúpia deste vinho. Uma excelente alternativa ao Vintage, em situações menos formais. Após aberto, conserva-se algumas semanas.
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração caramelo com nuances alaranjadas nos bordos. Límpido, brilhante, denso no visual e de muito boa estrutura glicérica que forma inúmeras lágrimas finíssimas e delicadas.
- Características Olfativas: nariz de ataque intenso, elegante que lembra frutas passificadas (ameixas e ucas, casca de laranja), tabaco, caramelo, nozes e mel.
- Características Gustativas / Táteis: boca densa, cremosa, aveludada e muito delicada, onde a acidez marca discreta presença deixando os açúcares residuais aparecer bastante. Fim de boca muito macio, alcoólico (quente) e muito persistente.
VINHOS ELABORADOS COM CARMENÉRE – ENCONTRO 30-07-2008
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
ARBOLEDA CARMENÉRE 2006
2º Vinho Degustado
AURORA PEQUENAS PARTILHAS CARMENÉRE 2006
Ficha PEQUENAS PARTILHAS CARMENERE 2006
3º Vinho Degustado
Ficha CASA SILVA MICROTERROIR 2005
4º Vinho Degustado
QUEULAT VENTISQUERO 2005
Ficha QUEULAT VENTISQUERO 2005
5º Vinho Degustado
6º Vinho Degustado
AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO FINAL DOS VINHOS DEGUSTADOS NESTE ENCONTRO
VINHOS ELABORADOS A PARTIR DA CASCA SYRAH – ENCONTRO 29-08-2008
1º Vinho Degustado
TYRRELL‘S RUFUS STONE HEATH COTE SHIRAZ 2003
2º Vinho Degustado
TYRRELL’S VAT 9 HUNTER SHIRAZ 2004
3º Vinho Degustado
WOODTHORPE SYRAH 05
- Produtor: Te Mata Estate
- Safra: 2005
- PH: 3.55
- Alcool: 13.5%
Te Mata Estate Woodthorpe Syrah 2005: colhido manualmente entre 15 de abril e 2 de maio. Estas uvas sirah foram combinadas com 5% viognier e foram fermentadas em tanques abertos. A maturação se deu por 15 meses barris de carvalho Francês, inctercaladamente entre novos e usados. O vinho foi finalmente engarrafado em agosto de 2006.
A cor do Te Mata Estate Woodthorpe Syrah 2005 é um atraente magenta escuro. Apresenta aromas de cereja e canela, com um leve toque de casca de laranja. Na boca é aveludado e intenso apresentando notas de framboesa e especiarias picantes. Tem uma finalização elegante e persistente. Este vinho pode ser guardado de 4 a 6 anos a partir da safra.
Te Mata Estate Woodthorpe Syrah 2005 se harmoniza bem com pratos de sabor intenso e levemente condimentados. Se adecua principalmente a culinária Mediterrâea, ás carnes vermelhas grelhadas e assadas e aos queijos de pouca maturação.
4º Vinho Degustado
Lybra 2004
Produtor: Quinta do Monte d’Oiro
País: Portugal
Região: Alenquer
Safra: 2004
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Uva: Syrah (90%) e Tinta Roriz (10%)
Vinhedos: Vinhedos proprios localizados na região Sul da Estremadura. Rendimento controlado. Colheita manual a perfieta maturação das uvas.
Vinificação: Vinificação tradicional com controle de temperatura. Fermentação malolática completa.
Maturação: O vinho amadurece 12 meses em barrica de carvalho de segundo uso.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14,5 % Vol.
Corpo: Encorpado
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Combinações: Cordeiro, caça
WEB SITE: www.quintadomontedoiro.com
PREÇO: R$ 71,00
5º Vinho Degustado
Montes Alpha Syrah 2006
- Produtor: Viña Montes
- País: Chile – Vale do Colchagua
O Montes Alpha Syrah mostra o grande pontencial do Chile para esta ótima casta. Recebeu nada menos que 92 pontos da Wine Spectator na última safra avaliada, sendo eleito como um dos “Top Wines” do país. Maduro, cheio de fruta e muito elegante, é um vinho delicioso, de excelente relação qualidade/preço.
- Wine Spectator: 92 pontos.
- WEB SITE: www.monteswines.com
- PREÇO: R$ 72,00
6º Vinho Degustado
VENTISQUERO QUEULAT SYRAH 2006
- Variedade: Syrah 85% Carmenère 10%, Cabernet Sauvignon 5%
- Vinhedos de origem: Chile - Vale de Maipo
- Solo: Graníticos e pedregoso de alta permeabilidade. Profundidade de 0,6 a 1,0 m.
- Vindima: Colheita de 15 a 30 de abril, momento em que a uva apresentava qualidades organolépticas ótimas de aromas e de maturidade dos taninos. Os cachos •foram colhidos manualmente, para logo serem transportados e selecionados.
- Vinificação: Maceração pré-fermentativa a baixas •temperaturas para extrair maior quantidade de cor e aroma, com mosto fermentado em tonéis de aço inoxidável.
- Guarda: 100% deste vinho repousou por 12 a 14 meses em barricas de carvalho francês, para logo permanecer em garrafas por 6 meses.
- Dados Técnicos: Alc/Vol: 14,0%GL; pH: 3,73; Açúcar •Res: 3,37g/l; Acidez: 3,49 g/l (Ac. Tartárico).
- Potencial: Pode ser guardado de 1a 5 anos. WEB SITE: www.ventisquero.com
NOTAS
- Cor: Negro azulado profundo.
- Aroma: De grande intensidade, se mesclam de aromas •de berries, pimenta, couro, torrados, café, tabaco e chocolate com uma fina madeira.
- Boca: Corpo poderoso com taninos firmes e redondos, estrutura suave e complexa com final rico e persistente.
- GASTRONOMIA Se recomenda beber a uma Tº entre 16 a 18º C. Acompanha carnes de caça, como cervo, avestruz e javali; além de porco e cordeiro. Vai bem com a cozinha Neozelandesa e australiana, em geral com pratos fortes •e bem temperados, e alguns agridoces.
VINHOS ELABORADOS A PARTIR DE PINOT NOIR – ENCONTRO 20-11-2008
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
Gevrey-Chambertin 2000 – Louis Jadot
- Produtor: Louis Jadot
- País: França
- Região: Bourgogne
- Safra: 2000
- Tipo: Tinto
- Volume: 750 ml
Proprietário de algumas das melhores parcelas de terra da Borgonha, Louis Jadot elabora alguns dos melhores e mais premiados vinhos da região. Este ótimo Gevrey-Chambertin é macio e complexo, com bouquet cativante e ótima textura.
Louis Jadot: Fundada em 1859, a Maison Louis Jadot é um dos mais respeitados produtores da França. Para o mais conceituado guia de vinhos francês, o Bettane&Desseauve, “Jadot é certamente a maison mais regular da Borgonha nas três últimas décadas”. Para Robert Parker, que sempre concede altas notas tanto para seus tintos quanto para os brancos, “Louis Jadot é provavelmente a casa mais bem conduzida da Borgonha”. Jadot é a única Maison da Borgonha indicada por Parker entre os “Melhores Produtores do Mundo´´em seu mais recente livro – ao lado de nomes como De Vogué e Romanée Conti.
Robert Parker: 86-87 pontos
Wine Spectator: 89 pontos (03)
- Produtor: Louis Jadot
- País: França
- Região: Bourgogne
- Safra: 2000
- Tipo: Tinto
- Volume: 750 ml
- Vinhedos: Vinhedos selecionados na região de Gevrey-Chambertin
- Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.
- Maturação: Maturado em barricas de carvalho.
- Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
- Teor Alcoólico: 13,5%
- Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
- Combinações: Pato, caça.
- Análise sensorial
- Características visuais: na cor mostrou nítidos sinais de evolução com tons amarronzados, telha, quase um tijolo. Límpido, brilhante. Junto com o Cooper Mountain Vineyards Pinot Noir 2004 e o Pinot Nero Montigl Reserva 2002 foram os vinhos mais evoluídos da prova.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado que mescla complexidade, elegância e delicadeza com uma interessante interface oxidada. Apareceram notas herbáceas (biotônico), couro, trufas, terra, notas balsâmicas e aromas mentolados. Com a aeração doces nuances carameladas agregaram maior agradabilidade ao conjunto.
- Características gustativas / táteis: boca de taninos finíssimos, delicados, sedosos. Interessante caráter oxidado que deixa a boca salivando. Final leve, macio de persistência moderada e discreto amargor. Retrogosto com marcantes características evoluídas (assim como o olfato).
2º Vinho Degustado
Felton Road Pinot Noir 2007
- Produtor: Felton Road
- País: Nova Zelândia
- Região: Central Otago
- Safra: 2007
Felton Road é a melhor vinícola de Central Otago, sendo especializada em vinhos de Pinot Noir. Segundo Parker, “seus vinhos competem com os vinhos mais finos da Califórnia, Oregon e Côte d’Or (Borgonha)”. É um tinto que se sobressai pela extrema maciez, concentração e elegância – um dos Pinot Noir de estilo mais borgonhês no Novo Mundo.
- Robert Parker: 92 pontos (06)
- R$ 181,62
- Vinhedos: Vinhedos selecionados em Central Otago.
- Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.Maturação: Maturado em 11 meses em barricas de carvalho francês.
- Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
- Teor Alcoólico: 14%
- Corpo: Médio
- Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
- Combinações: Pato, caça, codorna.
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração vermelha violácea, bem fechada e concentrada (muito diferente daquilo que se espera da cor de um Pinot Noir). Todavia, límpido, brilhante. Visualmente bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, elegante com boa fruta no primeiro plano (framboesas, groselhas, jabuticaba). O segundo plano revela boa complexidade lembrando notas florais (violetas e lavanda) e couro novo. A madeira aparece bem integrada ao conjunto e o álcool chega a aparecer, mas não mascara a agradabilidade. Com a aeração as notas frutadas ganham intensidade e doçura evoluindo para notas de frutas vermelhas maduras e geléia. Também com a aeração notas herbáceas apareceram lembrando alecrim.
- Características gustativas / táteis: boca de corpo médio, taninos finos, delicados e sedosos. Acidez que tende para o equilíbrio e deixa o açúcar se sobressair discretamente. Final de boca quente, macio, persistente e com discreto amargor.
3º Vinho Degustado
Cooper Hill Pinot Noir 2004 – Mountain Vineyards
Origem: Willamette Valley – Oregon / EUA
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração com nítidas nuances de evolução com tonalidades amarronzadas (caramelo no olho) e bordas alaranjadas. Límpido, brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, onde a madeira revela doces notas carameladas, de baunilha e chocolate. As frutas integram o conjunto na seqüência dos aromas, lembrando cerejas e groselhas. Notas florais (sem muita especificidade) também aparecem, mas de forma sutil.
- Características gustativas / táteis: paladar de acidez mediana (com discreto caráter oxidativo) que deixa a boca salivando. Taninos finos, sedosos. Paladar frutado e fresco. Final de boca leve, persistente com discretas nuances herbáceas.
4º Vinho Degustado
Amayna Pinot Noir 2006
- Produtor: Viña Garcés Silva
- Origem: vale de Leyda, Chile
- Importador: Mistral
- Uvas: Pinot Noir
Cor rubi de média intensidade. Bom ataque aromático e boa elegância, com frutas maduras (cereja, groselha), couro novo, chocolate, madeira. De médio corpo, é macio (14,2% de álcool) e bem equilibrado, com boa acidez e taninos finos. Agradou bastante, melhor custobenefício da prova.
US$ 39
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração grená, com nuances evoluídas nos bordos que tendem para o telha. Límpido, brilhante. Apesar das notas de evolução aparentou (visualmente) bom corpo e densidade.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, complexo, um pouco “bruto” para o que se espera de um Pinot Noir, com forte caráter Novo Mundo. Frutas vermelhas maduras (cerejas), em caldas e passificadas (ameixas secas) se mesclam a notas defumadas, de azeitonas pretas e balsâmicas. Com a aeração os aromas abriram e evoluíram para notas carameladas, de baunilha, chocolate e maracujá maduro.
- Características gustativas / táteis: boca de acidez muito equilibrada. Boa percepção dos açúcares residuais. Retrogosto com notas carameladas, lácteas (chocolate ao leite) e frutas vermelhas maduras ou em caldas. Final de boca muito macio, persistente e discretamente aquecido pela quantidade de álcool.
5º Vinho Degustado
Pinot Nero Montigl Reserva 2002
- Produtor: Cantina Terlano
- Safra: 2002
- Alcool: 13,5%
- Uva: Pinot Noir 100%
- Vinhedos: Montigl – Trentino Alto Adige
- Vinificação: mosto fermentado a temperatura controlada em tonéis de aço inox. Fermentação malolática e envelhecimento em grandes barris de carvalho (50%) e em barricas (50%)
- Cor: Vermelho rubí escuro
- Nariz: nuances de frutas vermelhas, framboesas e aromas tostados
- Boca: corpo médio, taninos leves
- Temperatura de Serviço: 16-18 ºC
- Potencial de Guarda: 8 a 10 anos
- Avaliação: Robert Parker 91 pontos
- Preço: R$ 103,00
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração com nítidas nuances de evolução com tonalidades amarronzadas (caramelo no olho) e bordas alaranjadas. Límpido, brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, elegante, fino com notas frutadas na frente (cerejas, framboesas, morangos) e florais de fundo. Com a aeração as notas florais ganharam maior valor e nitidez e nuances mentoladas agregaram relativo frescor ao bouquet.
- Características gustativas / táteis: na boca foi o vinho mais equilibrado de todos. Acidez e açúcares residuais corretíssimos. Taninos finíssimos e delicados. Final de boca leve, frutados e persistente.
6º Vinho Degustado
Salton Volpi Pinot Noir 2007
Origem: Bento Gonçalvez / RS
Produtor: Vinícola Salton
- Análise sensorial
- Características visuais: coloração vermelha rubi intensa. Bem fechada para um Pinot Noir.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado / intenso com notas de madeira no primeiro plano que lembra baunilha e cedro. No a aeração abrem-se notas florais (jasmim com maior prevalência) e frutas vermelhas como cerejas e amoras.
- Características gustativas / táteis: boca muito delicada de taninos finos, delicados e sedosos. Retrogosto com forte caráter frutados, onde marcam presença notas de framboesas e morangos, bem integrados com agradável percepção da madeira. Médio corpo. Final de boca leve e persistente.





































VINHOS DEGUSTADOS 2009
VINHOS DEGUSTADOS 2010
VINHOS DEGUSTADOS 2011